Fizeste me viver numa omnipotente solidão,
Continuando a balouçar no teu sorriso
Como se fosse a primeira mas desta vez,
A vez definitiva, porque estou cá em baixo,
Dolorida dos anos,
E a espera de ficar num caixão contemplado
E chorado uma ultima vez.
Peço com um suplico… como a vítima pede ao assassino a vida…
Da me um impulso maior ao balouço empurra me com força…
Até que os pés me voem para fora do calor aterrado dos lençóis
Amor só te quero a ti, agora sei que quando chegar ninguém mais vai estar a minha espera,
Não terei mais de me encher de desculpas,
Não voltarei mais a iludir ou desiludir ninguém
Não voltarei a morrer no corpo do único homem
Que me abriu o coração, não te desiludirei
Como me desiludiste a mim,
Amor deixaste me sozinha com o coração em bocados
Espalhados pela tua imagem, meu anjo…
Fazes me falta…
Mas a vida não é mais do que essa sucessão de faltas,
Que nos animam…
Agora que saí deste corpo que fui
Para me tornar naquilo que é pólen,
E a poeira dos teus olhos,
E uma pura imaginação daquilo que eu não sou…
Mas que tento ser por ti…
E tu magoas me porque exiges mais de mim…
E ainda vens com um sorriso…
Aquele que deixa as minhas trevas
Com um soluço aterrorizado,
Um grito arrancado as cordas da infância,
Não preciso morrer para provar teus lábios…
No balouço subi até a luz e com uma lágrima te perdi…
Num momento impreciso a tua solidão tornou se maior
Do que o amor que por ti tenho
Estourando numa gigantesca dor que ilumina meu corpo
E explode meu pobre coração quando não te vê,
Nem ouve tua voz!
Dias sem ti…
São tão martirizais, eu costumo mostrar o que sinto,
Mas no teu caso é mais custar esconder o que sinto,
Amor ninguém merece as minhas lágrimas,
Muito menos tu…
E por ti já chorei demais…
Principalmente quando deixaste de me falar,
Por me amares e não poderes…
Se me merece ses minhas lágrimas
Não me farias chora-las…


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