amo te meu amor

nao me sinto eu...

Um corpo desconhecido,
Uma alma que não me confere autenticidade.
Tenho um corpo que não é digno do ser que em mim se aprisiona.
Um corpo carregado de nada…
Eu sei que sou um nada,
Um nada sem “nada”, sem amor…
Com ódio daquilo que sou…
Meu anjo eu sou uma coisa assustadora…
Envergonho me nas palavras dos outros…
Dos comentários alheios…
Por fora não passo de uma cortina de pele…
Um aglomerado de carne…
Magoada e cansada… uma carne coberta de pesadelos,
Marcada pelos anos que ainda não passaram,
Sou um monstro por fora…
Mas no meu interior está um grande coração
Cheio de amor para dar a quem me der também em troca…
Eu sinto me assim…
Diferente…
Sinto me a mais…

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