Não sei como te limpar do meu sistema sanguíneo, invento realidades forçadas para te exorcitar da minha mente estou tão carente que procuro forma de ultrapassar sem atravessar a vida e sem procurar desesperadamente tábuas de salvação afectiva.
Vivi apaixonada por ti, lutei com todas as forças para te conquitar, sonhava contigo, desenhei no meu optimismo um futuro a teu lado apesar de quase impossível acreditava…
É ridículo mas esperava por ti escrevi te muito e acabei entregue a solidão, qual condenado a prisão?
Eu vivi pior…
Sentia que não me amavas da mesma forma mas não quis aceitar tais evidencias e deixei me usar.
Era mais fácil viver cega que aceitar a realidade, amava te demasiado, e desistir era quase como morrer. Ao fim de tantos anos mergulhei numa tristeza imensa que me devorou os dias e da qual não consigo despertar.
Ao veres isto deves te perguntar porque que ainda te escrevo, nem eu sei…
Ao pensar em ti, mostro fraqueza, mostro que ainda há em mim, lugar para ti.
Mesmo indo contra a corrente, prefiro fingir que já te esqueci, acreditar que tenho um coração novo.
Precizo de uma solução para arrumar os sentimentos, sobretudo aqueles que sei que não vou conseguir apagar.
Penso em ti cada vez menos, mas mentia te se te disse se que já te esqueci completamente coisas insignificantes ainda me trazem a tua imagem memórias das quais me deixo ir como se num barco que perdeu os remos.
Acordo e só penso onde irei arranjar forças para enfrentar as horas de luz até o sol se pôr.
As noites são piores arraste me em sequencia de horas vazias e sufocantes opressivas e infinitas, choro para tentar aliviar a dor mas já não resulta, a dor alimenta se de dor e a dor de alma vive de mão dada com o sofrimento.
O tempo vai te diluindo da minha mente, sorrindo transmito bem estar, mas nem sempre o sorriso significa felicidade.
Talvez consiga também dissolver a tua imagem de meu pensamento e esquecer te de vez.
Não sou mais dona do meu coração, quando amo entrego tudo, e quando volta já não volta na mesma…
Devolvem nos o coração desfeito. Assustado, ou muitas vezes não o devolvem, perdem no e sofremos…


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